Se alguém me perguntar quem sou, digo q sou mulher, q falo do vento e me esqueço do tempo. Se alguém me perguntar onde vivo, digo q vivo no mundo, q sei do AMOR e vivo sem pudor. Se alguém me perguntar como sou, digo q sou luz e escuro, brilho e neblina, possível e oscilante. Se alguém me perguntar p/onde vou, digo q onde vou só o amanhã sabe, só ele poderá responder. Se alguém me perguntar meu nome, digo q sou a ALMA MISTÍCA....
Minha Alma tem o peso da luz; Tem o peso da música; Tem o peso da palavra nunca dita, mas preste quem sabe a ser dita; Tem o peso de uma lágrima; Tem o peso de uma saudade; tem o peso de um olhar; Pesa e como pesa uma ausência. É a lágrima que não se chorou; Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
(CLARICE LIPECTOR)
Música:
"Só uma coisa me entristece O bjo de amor que não roubei A jura secreta que não fiz A briga de amor que não causei Nada do que posso me alucina Tanto quanto o que não fiz Nada do que eu quero me suprime De que por não saber inda não quis Só uma palavra me devora Aquela que meu coração não diz Só o que me cegam o que me faz infeliz É o brilho do olhar que não sofri."
Audiovisual:
"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando."
Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores... ...e com o esforço de abolirmos os abusos do passado... ...somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado... ...os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca! Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais... ... e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tivemos medo dos pais.... ...e os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais... E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E, o que é pior... os últimos que respeitamos nossos pais... ...e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito. À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical... ...para o bem e para o mal. Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo... ...hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem. E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim. Quer dizer; os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado. Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais... ...a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo... aos nos verem tão débeis e perdidos como eles. Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter... ... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão... É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca. Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os... ...e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades. Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.